Eu Sou o Samba, Eu Sou Sim Daqui e de Lá Cheguei e Vim Pra Ficar
“Eu sou o samba, eu sou sim / daqui e de lá cheguei e vim pra ficar.” É com essa afirmação que a Lobo Guará conduz seu desfile, apresentando o samba como presença viva, construída na travessia de povos, territórios e histórias. Mais do que um gênero, o samba se revela como linguagem de existência, resistência e connuidade.
A narrava se desenvolve como uma grande roda — símbolo do tempo circular e da colevidade — onde cada passo carrega memória e cada canto reafirma idendade. No centro dessa travessia está o lobo-guará, guia simbólico que percorre caminhos ancestrais e contemporâneos, conectando o Cerrado às múlplas origens do samba. Seu uivo convoca: “vem, abre a roda”, chamando a comunidade a ocupar seu lugar na história.
“Samba é raiz, é liberdade / tem lamento e verdade.” O desfile mergulha na essência dessa expressão popular, revelando o samba como espaço de emoção, onde o choro e a alegria coexistem. O som que vibra no peito traduz vivências colevas marcadas pela saudade, pela fé e pela superação.
Ao evocar versos que atravessam gerações — “jurei pelo sinhô que sempre lhe terei amor” —, a narrava reafirma o compromisso afevo com o samba, que jamais se apaga: “jamais será cinza novamente”. Ele permanece vivo porque pulsa no codiano do povo, renovando-se a cada encontro, a cada roda, a cada canto.
Quando a avenida se abre — “ô abre alas que eu quero passar” — o samba se afirma como celebração e conquista. Ele transforma dificuldades em criação, aproxima pessoas e reafirma sua força como expressão coleva. É na parlha que ele se fortalece, tornando-se abrigo: “mesmo na dificuldade, é você o meu abrigo”.
Ao fazer do samba seu próprio enredo, a escola revela que essa história é connua, construída no senmento e na vivência. “Sambar é meu dom” traduz não apenas talento, mas herança e missão. O samba se eleva, toca o imaginário e reafirma sua beleza plena, “formoso da cabeça aos pés”.
No desfecho, a comunidade ocupa o centro da narrava: “chegou a escola de bambas, a força do samba, o nosso Guará”. É o povo que sustenta essa história, que canta, que luta e que prova, na avenida, que sua cultura é permanente.
O lobo-guará, guardião dessa jornada, simboliza resistência, diversidade e pertencimento. Seu chamado ecoa como certeza: o samba não passa — ele permanece. É raiz, é abrigo, é idendade. É daqui, é de lá. E veio pra ficar.
SAMBA ENREDO 2026
Intérprete: Mário Santos
Compositores: Dilson Marimba - Mário Santos
Chegou a escola de bambas A força do samba, o nosso Guará Comunidade guerreira vai provar Que o meu Lobo veio pra ficar (bis)
Meu samba... Samba é raiz, é liberdade Tem lamento e verdade Faz vibrar as notas do meu coração Chora o cavaquinho de saudade
E no meu peito invade O pulsar da marcação Pelo telefone, jurei pelo Sinhô Que sempre lhe terei amor Jamais será cinza novamente Enquanto for dolente Vou vencer a minha dor
Vem abre a roda, desce a colina Oh! Jardineira, obra divina “Ô abre alas que eu quero passar” Fiz uma marchinha pra te conquistar (bis)
Faço de ti, meu enredo E vou versando um partido Mesmo na dificuldade É você, o meu abrigo Com meu sentimento, exalto a canção Em todo estilo, sambar é meu dom!
Um dia tocou as estrelas Formoso da cabeça aos pés E no carnaval, digo mais uma vez “Agradeço a Deus por que lhe fez”
Chegou a escola de bambas A força do samba, o nosso Guará! Comunidade guerreira vai provar Que o meu Lobo veio pra ficar (bis)
Ouça a música
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