Carnaval 2026


Eu Sou o Samba, Eu Sou Sim 
Daqui e de Lá Cheguei e Vim Pra Ficar

“Eu sou o samba, eu sou sim / daqui e de lá cheguei e vim pra ficar.” É com essa  afirmação que a Lobo Guará conduz seu desfile, apresentando o samba como  presença viva, construída na travessia de povos, territórios e histórias. Mais  do que um gênero, o samba se revela como linguagem de existência,  resistência e connuidade. 

A narrava se desenvolve como uma grande roda — símbolo do tempo  circular e da colevidade — onde cada passo carrega memória e cada canto  reafirma idendade. No centro dessa travessia está o lobo-guará, guia  simbólico que percorre caminhos ancestrais e contemporâneos, conectando  o Cerrado às múlplas origens do samba. Seu uivo convoca: “vem, abre a  roda”, chamando a comunidade a ocupar seu lugar na história.
 
“Samba é raiz, é liberdade / tem lamento e verdade.” O desfile mergulha na  essência dessa expressão popular, revelando o samba como espaço de  emoção, onde o choro e a alegria coexistem. O som que vibra no peito traduz  vivências colevas marcadas pela saudade, pela fé e pela superação. 

Ao evocar versos que atravessam gerações — “jurei pelo sinhô que sempre  lhe terei amor” —, a narrava reafirma o compromisso afevo com o samba,  que jamais se apaga: “jamais será cinza novamente”. Ele permanece vivo  porque pulsa no codiano do povo, renovando-se a cada encontro, a cada  roda, a cada canto. 

Quando a avenida se abre — “ô abre alas que eu quero passar” — o samba se  afirma como celebração e conquista. Ele transforma dificuldades em criação,  aproxima pessoas e reafirma sua força como expressão coleva. É na parlha  que ele se fortalece, tornando-se abrigo: “mesmo na dificuldade, é você o  meu abrigo”. 

Ao fazer do samba seu próprio enredo, a escola revela que essa história é connua, construída no senmento e na vivência. “Sambar é meu dom” traduz não apenas talento, mas herança e missão. O samba se eleva, toca o imaginário e reafirma sua beleza plena, “formoso da cabeça aos pés”. 

No desfecho, a comunidade ocupa o centro da narrava: “chegou a escola de  bambas, a força do samba, o nosso Guará”. É o povo que sustenta essa história, que canta, que luta e que prova, na avenida, que sua cultura é permanente. 

O lobo-guará, guardião dessa jornada, simboliza resistência, diversidade e pertencimento. Seu chamado ecoa como certeza: o samba não passa — ele permanece. É raiz, é abrigo, é idendade. É daqui, é de lá. E veio pra ficar. 

SAMBA ENREDO 2026

Intérprete: Mário Santos
Compositores: Dilson Marimba - Mário Santos 

Chegou a escola de bambas
A força do samba, o nosso Guará
Comunidade guerreira vai provar
Que o meu Lobo veio pra ficar (bis)

Meu samba...
Samba é raiz, é liberdade
Tem lamento e verdade
Faz vibrar as notas do meu coração
Chora o cavaquinho de saudade

E no meu peito invade
O pulsar da marcação
Pelo telefone, jurei pelo Sinhô
Que sempre lhe terei amor
Jamais será cinza novamente
Enquanto for dolente
Vou vencer a minha dor

Vem abre a roda, desce a colina
Oh! Jardineira, obra divina
“Ô abre alas que eu quero passar”
Fiz uma marchinha pra te conquistar (bis)

Faço de ti, meu enredo
E vou versando um partido
Mesmo na dificuldade
É você, o meu abrigo
Com meu sentimento, exalto a canção
Em todo estilo, sambar é meu dom!

Um dia tocou as estrelas
Formoso da cabeça aos pés
E no carnaval, digo mais uma vez
“Agradeço a Deus por que lhe fez”

Chegou a escola de bambas
A força do samba, o nosso Guará!
Comunidade guerreira vai provar
Que o meu Lobo veio pra ficar (bis)

Ouça a música